De cães e gatos a pássaros e roedores — um guia prático para garantir o bem-estar do seu animal antes, durante e depois da mudança
Mudar de casa mexe com todo mundo — inclusive com quem não entende muito bem o que está acontecendo. Para os seus pets, a mudança é uma experiência repleta de sinais confusos: caixas aparecendo do nada, rotinas alteradas, cheiros diferentes e, de repente, um lugar completamente novo para chamar de lar.
A boa notícia é que, com planejamento adequado, é totalmente possível tornar esse processo seguro e muito menos estressante para o seu bichinho. Este guia reúne tudo o que você precisa saber: do que fazer nos dias antes da mudança até como ajudar seu pet a se adaptar ao novo ambiente.
Atenção — Erro muito comum: Jamais coloque seu pet no baú do caminhão de mudança. Além de ser ilegal e configurar maus-tratos, o baú oferece riscos sérios: calor extremo, falta de oxigênio, ruído intenso e risco de esmagamento por móveis. Sempre transporte seu animal em veículo de passeio adequado ou em empresa especializada.
Animais são criaturas de hábito. Cães e gatos em particular estabelecem uma forte ligação com o ambiente em que vivem — os cheiros, os sons, os cantos preferidos. Uma mudança representa a ruptura brusca de toda essa referência.
Os sinais de estresse variam por espécie, mas costumam incluir inapetência, vocalização excessiva, comportamento destrutivo, esconder-se, diarreia e alterações no sono. Conhecer esses sinais ajuda a agir preventivamente — e a não confundir o comportamento do seu pet com algo mais grave.
Cada espécie tem necessidades específicas durante uma mudança. Confira o que considerar para cada tipo de pet:
Organizar o transporte do seu pet por etapas facilita muito o processo e reduz imprevistos. Veja o que planejar em cada fase:
Deixe a caixa de transporte visível e aberta em casa para que o animal se acostume ao objeto sem associar a experiências negativas. Coloque roupas usadas ou cobertores dentro dela. Consulte o veterinário para uma avaliação geral e, se necessário, discuta o uso de ansiolíticos naturais ou prescritos para pets mais ansiosos.
Atualize a carteirinha de vacinação do pet e confirme que o chip ou plaquinha de identificação está com informações atualizadas. Se contratar empresa de transporte especializada, confirme todos os detalhes. Separe um kit do pet (ração, remédios, potes, brinquedos favoritos, cobertores) que ficará acessível durante todo o processo.
Mantenha a alimentação e os passeios no horário habitual. Evite alterar qualquer aspecto da rotina do pet — ele já está percebendo a movimentação diferente na casa. Não introduza novos brinquedos ou petiscos desconhecidos que possam causar reação adversa no dia seguinte.
Separe o pet em um cômodo tranquilo com água, comida e caixinha (para gatos) enquanto os itens são carregados. Coloque um aviso na porta para que os carregadores não abram. Somente depois que o caminhão sair, leve o pet para o carro da família na caixa de transporte. Para cães em trajetos longos, faça paradas a cada 2 horas.
Instale primeiro os itens do pet (cama, caixa de areia, bebedouro) em um cômodo específico. Leve o animal direto para esse cômodo ao chegar. Permita que ele explore gradualmente os outros ambientes apenas quando demonstrar conforto. Não force interações e mantenha a rotina de alimentação e passeios.
A maioria dos pets se adapta em poucos dias a algumas semanas. Mas alguns animais, especialmente aqueles com histórico de abandono ou ansiedade de separação, podem precisar de suporte adicional.
Diffusores de feromônios sintéticos (como Feliway para gatos e Adaptil para cães) são uma alternativa não medicamentosa eficiente para reduzir ansiedade durante mudanças. Consulte seu veterinário para saber se fazem sentido para o seu pet.
Sinais que indicam que vale buscar orientação profissional: recusa total de alimentação por mais de 48 horas, comportamento agressivo repentino sem histórico, automutilação, vocalização incessante ou eliminações fora do local adequado sem causa médica identificada.
Posso colocar meu cachorro no baú do caminhão de mudança?
Não. Além de ser considerado maus-tratos e poder configurar infração, o baú do caminhão representa risco real de vida para o animal: temperatura extrema, falta de ventilação, ruído acima de 100 decibéis e risco de esmagamento por móveis. Nunca transporte seu pet dessa forma, independentemente da distância.
Com quanto tempo de antecedência devo começar a preparar meu pet para a mudança?
O ideal é começar de 2 a 4 semanas antes. Esse período permite acostumar o pet com a caixa de transporte, consultar o veterinário sem pressa e manter a rotina estável até o dia da mudança. Para mudanças interestaduais ou internacionais, o planejamento deve começar com ainda mais antecedência — especialmente para regularizar documentação sanitária.
Meu gato ficou escondido desde que chegamos na nova casa. É normal?
Sim, é um comportamento completamente normal. Gatos lidam com a mudança de ambiente de forma muito mais intensa que cães. Esconder-se é a resposta natural do animal a um ambiente desconhecido. O recomendado é não forçar contato, garantir que água, comida e caixa de areia estejam acessíveis e próximos ao esconderijo, e aguardar. A maioria dos gatos começa a explorar o ambiente em 2 a 7 dias.
Preciso dar calmante para meu pet antes da mudança?
Depende do temperamento do animal. Pets tranquilos geralmente não precisam. Para animais com ansiedade diagnosticada ou histórico de estresse em viagens, o veterinário pode indicar desde suplementos naturais (como zylkene ou ervilha de cheiro) até ansiolíticos prescritos. Nunca medique seu pet por conta própria ou use remédios humanos.
Devo alimentar meu pet antes do transporte?
Para cães e gatos, o recomendado é fazer a última refeição pelo menos 3 a 4 horas antes do transporte para reduzir o risco de enjoo e vômito. Ofereça água normalmente até o momento da partida. Para roedores e pássaros, mantenha acesso a água e comida dentro da caixa de transporte.
Preciso atualizar algum documento do meu pet na mudança?
Sim. Atualize o endereço cadastrado no registro de chip do seu pet junto ao órgão responsável da sua cidade. Troque também a plaquinha de identificação com o novo endereço e telefone. Em caso de mudança para outro estado, verifique se há exigências sanitárias específicas (alguns estados pedem atestado de saúde emitido por veterinário credenciado para transporte interestadual de animais).
E lembre-se: Cada animal é único. Este guia traz orientações gerais baseadas em boas práticas, mas seu veterinário de confiança é sempre a melhor referência para decisões específicas sobre a saúde e o bem-estar do seu pet.
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